Consciência Negra: reflexões, conversas e vivências nas escolas

2020-11-20 08:11:00 - Jornalista: Joice Trindade
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Foto: Divulgação
De forma remota, o tema ganha vida na rotina dos alunos

O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro (hoje), será lembrado até o final do mês, na rede municipal, com a realização de diversas atividades e projetos pedagógicos online com enfoque principal sobre o negro. Professores, alunos e familiares se envolvem em ações com referência não somente na data, mas em reflexões sobre temas como preconceito, discriminação e respeito. Algumas atividades são disponibilizadas em apostilas impressas, no blog www.educacaonaopara.com e nas redes sociais das escolas municipais. O objetivo é reforçar a conscientização histórica e social dos estudantes da rede municipal.

Os alunos participam de pesquisas específicas, exercícios sobre a temática, produção de texto e trabalhos artísticos como desenho, fotografia, produção de acessório e contação de história. Mesmo de forma remota, professores estão destacando abordagens como o impacto da cultura e da presença do povo africano no país. Entre as unidades de ensino que estão promovendo atividades está a Leonel de Moura Brizola (Barra). Desde o início do ano letivo, a unidade envolve alunos em trabalhos que tratam da Consciência Negra. As atividades contam com depoimentos de estudantes e profissionais são exibidas na rede social e destacadas no projeto Encantar-te.

Já na Aroeira, a Escola Parque Municipal Maria Angélica Ribeiro Benjamin está à frente do projeto anual "Nossa história tem raízes!" junto aos 1.207 estudantes do 1º ao 5º ano. No projeto, são evidenciados os temas "Cultura brasileira - nossas raízes", "Cultura literária" e "Cultura e arte". Em especial, neste mês, os professores estão trabalhando, de forma remota, a literatura africana, elaboração de vídeos com explanação sobre pesquisas, construção de objetos representativos de cultura africana, entre outros.

Os alunos do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Maria Letícia Santos Carvalho (Novo Cavaleiros) fazem parte de um trabalho interdisciplinar sobre racismo estrutural. Todas as 24 turmas das unidades estão envolvidas, de forma remota, em atividades que abordam textos, questionamentos e reflexões sobre o assunto. Já no Colégio Municipal Eraldo Mussi (Malvinas), os 465 alunos estão participando do projeto “Armazém Cultural - Compartilhando Saberes" com gêneros textuais, desenhos e contação de histórias, que evidenciam a igualdade, respeito, identidade e carinho.

Na Escola Municipal Olga Benário Prestes (São José do Barreto), os alunos, em especial das turmas do 7º e 8º anos, estão fazendo parte de projeto sobre Africanidade. Os professores apresentam atividades com proposições históricas e/ ou temas atuais para reflexão/ contextualização, sobre assuntos como liberdade, opressão, relações de domínio e identidade negra. Também está sendo lembrada junto aos 642 estudantes, informações sobre a exposição fotográfica "Negrxs Brilhantes - passado, presente, futuro", realizada no ano letivo de 2019.

Em Macaé, a rede municipal conta com o programa de Cultura Afro-Brasileira e Indígena. A proposta do programa é instrumentalizar os educadores do município com as novas metodologias e informações para trabalhar com a temática das relações raciais, inserindo o indígena (Lei 11.645/08). Esta é uma lei complementar à Lei 10.639/03, que institui a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro brasileira nas escolas.

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