Moradores da Fronteira participam de Oficina do Plano Diretor

2005-07-14 18:17:36 - Jornalista: Catarina Brust
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A oficina de mobilização da Coordenadoria Geral do Plano Diretor (Cogeplad) foi realizada nesta quarta-feira (13) no bairro da Fronteira, na sede do Sindiserv. A equipe técnica explicou como será elaborado o Plano Diretor. Os moradores pediram melhorias para a localidade, que em breve será beneficiada pelo Projeto Bairro Feliz da prefeitura que visa promover reforma das moradias e vias públicas, além de saneamento e iluminação.

A Cogeplad vai realizar 30 oficinas de mobilização no município, inclusive na região serrana. A oficina da Fronteira reuniu mais de 50 moradores interessados em saber o que é o Plano Diretor e como ele vai ajudar a melhorar a qualidade de vida da comunidade.

- É bom poder levar os problemas para se chegar a uma solução. Precisamos de uma sede para a associação de moradores porque atendo as pessoas na minha casa. A comunidade também precisa de um espaço para realizar eventos. Falta calçamento no bairro e saneamento, além disso, temos áreas de invasão e locais onde acontecem alagamentos quando chove - disse Carlos Augusto Dutra Peçanha, presidente da associação de moradores.

O coordenador do Plano Diretor, Hermeto Didonet, apresentou aos moradores o que é a lei e o que isso vai proporcionar ao município.

- A lei organiza todo o crescimento da cidade e questões de regularização de terras, onde vão ficar as áreas de habitação, indústria e moradia. Temos que encarar o problema e tentar resolver, através do Plano Diretor que autoriza a ação do governo municipal – definiu Hermeto.

O bairro da Barra é o maior do município, com uma população de 18.756 pessoas e 5.824 domicílios, em 2001, segundo pesquisa domiciliar do Programa Macaé Cidadão. A Fronteira é uma das localidades do bairro. Na época, a população apontou como maiores demandas do bairro a segurança pública, abastecimento de água e pavimentação das ruas.

-Além desses problemas, a Barra fica no coração da cidade, sofrendo as conseqüências negativas do crescimento desorganizado. Temos situações de risco como as residências construídas próximas ao mar. Precisamos ter coragem para apontar os problemas para resolvê-los, crescendo organizadamente, para garantir moradia, segurança e bem-estar à população – disse Didonet.

O aposentado, Elmo Nunes, ex-fiscal de obras da prefeitura de Macaé, participou da elaboração do Plano Diretor de 90. Morador do bairro, ele entregou uma cópia da Lei de 90, com as plantas do município daquela época, para o coordenador e colocou-se à disposição para ajudar no processo de elaboração do novo Plano Diretor. Didonet agradeceu e disse que a cópia do documento será encaminhada ao Arquivo Histórico do Município.

As moradoras Marli da Conceição e Sônia Fernandes reivindicaram que o Projeto Art Luz não pare de funcionar no bairro. “O Art Luz tem papel fundamental que é o de levar aos bairros carentes atividades de dança, jazz, ginástica e capoeira. No momento, estamos sem um local fixo para as aulas. O ideal seria que a sede da Associação de Moradores tivesse um local disponível para isso”, disse Sônia.

O morador Itamar Mariano acrescentou que conhece jovens que se engajaram no projeto, e por isso, mudaram de vida. “Alguns poderiam estar nas ruas ou até já estarem mortos”, disse. Outro morador, Alexandro Gonçalves entregou um abaixo-assinado com 106 assinaturas, contendo algumas demandas para o bairro: saneamento, educação ambiental, asfalto, melhoria para a praça, entre outras.

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