Municípios participam do I Encontro das Classes Hospitalares

2019-08-13 16:12:00 - Jornalista: Elis Regina Nuffer
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Foto: Ana Chaffin
O projeto contribui para combater a evasão escolar e transforma o quarto de hospital em sala de aula

Representantes dos municípios de Campos dos Goytacazes, Santo Antônio de Pádua, Quissamã, São Gonçalo, Cabo Frio, Rio das Ostras, Rio Bonito, Magé e Carapebus participam do I Encontro Intermunicipal das Classes Hospitalares e Atendimento Pedagógico Domiciliar – Vivenciando a Escola em Ambiente Hospitalar e Domiciliar, realizado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria Municipal de Educação de Macaé. O evento acontece o dia todo, das 9h às 17h, no auditório Claudio Ulpiano, bloco A, da Cidade Universitária, e o objetivo é ampliar os conhecimentos sobre o trabalho e estimular outros municípios a implementarem o projeto.

Para que todos entendam o que é e como funciona o projeto da Prefeitura de Macaé, a história da dona de casa Cibelle Barreto Andrade Moreira, moradora no Bairro Aeroporto, e o filho Lucca, de 7 anos, mostra bem essa realidade. O menino nasceu com uma doença rara, suspeita de ser degenerativa, apresenta lesões cerebrais e só estuda porque uma equipe vai à sua casa fazer o atendimento escolar.

“Lucca está no primeiro ano (Fundamental I) e, mais do que ensinar, os profissionais deste projeto são excelentes e o acolhem, criando vínculo entre eles. Assim o meu filho entende que estão ali por ele e, com certeza, temos visto avanços no tratamento dele fruto desse atendimento domiciliar”, afirmou a mãe. Segundo ela, até o ano passado Lucca estudava regularmente na escola, porém, no início deste ano passou a depender do Atendimento Pedagógico Domiciliar.

Envolvidos neste e em outros exemplos de vida, as equipes dos projetos levam Educação aos alunos que estão internados no Hospital Público Municipal, através de parceria da Secretaria de Educação com o HPM. O encontro foi aberto com apresentação da Banda Musical da Educação que tocou os hinos nacional e de Macaé.

O secretário de Educação, Guto Garcia, destaca o processo democrático de Educação a partir do trabalho destes projetos. “Os alunos hospitalizados têm os mesmos direitos garantidos no processo de ensino e aprendizagem e, por isto, o município de Macaé entende a importância desses projetos que contribuem para levar a Educação a todos”, afirmou.

A superintendente de Educação Integrada, Janaína Ferreira, disse que “o projeto é uma garantia dos direitos de todas as crianças à Educação, previsto na Constituição Federal, e faz parte da educação especial que o município de Macaé implementa. O sorriso das mães e das crianças é o nosso maior estímulo para continuarmos e servindo de exemplo para os outros”, disse a secretária.

“Sabemos que muitos alunos estão impossibilitados de frequentar a escola devido a problemas de saúde, daí a importância deste projeto que vai até o aluno/paciente no hospital”, destacou a coordenadora do Classes Hospitalares, Lisiany Braga. A coordenadora do Serviço de Educação Social da Secretaria de Educação, Viviane Rocha, disse que, em 2009, durante o Plano Diretor do município, pesquisadores constataram que metade dos alunos evadidos das escolas era por questões de saúde. “Com base nesses dados, nasceu o Classe Hospitalar e nunca mais paramos de buscar capacitação e conhecimento. O projeto faz toda a diferença na vida das crianças que precisam”, disse.

Palestras

Foram realizadas quatro palestras durante do encontro. A psicóloga e professora Érica Maia falou sobre “Fatores primordiais e decisivos para a recuperação do aluno/paciente após trauma da internação”; o enfermeiro Magnus Dantas, abordou “A Importância do Atendimento Educacional durante o período de internação recuperação do aluno/paciente”; a professora Ana Cláudia Moreira Monteiro ministrou o tema “Cuidados e Prevenção de Doenças no Ambiente Escolar”; e Jandiara Ritzmann, idealizadora do projeto Rir Pra Não Chorar – Os Hospitalhaços, falou sobre “Os Benefícios que a Risoterapia Oferece ao Aluno Paciente no Processo de Recuperação da Saúde”.

Conheça o Classe Hospitalar

O projeto contribui para combater a evasão escolar e transforma o quarto de hospital em sala de aula com professores capacitados para esse processo especial de ensino e aprendizagem. São atendidos estudantes até 12 anos de idade e o trabalho pedagógico, com exercícios e provas, é feito conforme cada patologia. Lisiany explicou que Macaé atende ao Conselho Nacional de Educação, que prevê assistência educacional às crianças em tratamento de saúde que precisam de internação hospitalar. A Secretaria Municipal de Educação também segue as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Ministério da Educação (MEC).

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